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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

BaMBeRaS

Bamba. “Bamb”, onomatopéia de balanceio.

Cante com copla de quatro versos octossílabos. Ás vezes o primeiro e o terceiro são heptassílabos e o segundo e o quarto pentassílabos.

É procedente do folclore andaluz e é um dos exemplos mais claros do processo de “aflamencamento” de canções. Sua origem é puramente campestre e vem do costume de acompanhar cantando o movimento da gangorra (dessas feitas com tábua de madeira resistente e cordas presas aos galhos mais fortes das árvores).

As coplas eram distribuídas entre aqueles que estavam à gangorra e aqueles que compunham o grupo que acompanhava a brincadeira em volta dela. Os amantes guardavam para estas ocasiões todas as suas queixas e com uma imaginação viva e perspicaz, improvisavam expressivas canções que tratavam de temas como repreensão cortados, muitas vezes, por palavras doces e ainda: galanteios, ressentimentos, gafes e desabafos de paixão contida.

Entre savanas de Holanda
y colchas de Carmesí
Está mi niño (o mi amante) durmiendo
Que parece un serafín


Como Cante Flamenco foi popularizado por La Niña de los Peines. Posteriormente foi interpretado por um bom número de cantaores que deram a este estilo diferentes matizes. Pastora compilou várias letras dessas canções populares dando-lhes caráter flamenco ajustando-as ao compasso de Fandangos e não ao de Soleá, como se acreditava até pouco tempo.

Naranjito de Triana e Paco de Lucia mudaram o conceito deste cante, respeitando a melodia de Pastora, fazendo o câmbio da rítmica para a de Soleá por Bulerías. Atualmente, as Bamberas são executadas sob esta forma de compasso. O acompanhamento é feito por arriba e seu remate é feito em tonalidade menor.



As Bamberas são conhecidas, também, como Cantes del Columpio devido aos seus “vai-e-véns” melódicos.

Péinate tú con mis peines,
que mis peines son de azúcar,
quien con mis peines se peina,
hasta los dedos se chupa.

Péinate tú con mis peines,
mis peines son de canela,
la gachí que se peina con mis peines,
canela lleva de veras.


Miguel Alonso (baile)

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